terça-feira, 21 de maio de 2013

204 - A MINHA AMIGA FADISTA


A MINHA AMIGA FADISTA
Minha amiga cantarolava
poesia de fantasia
Ela que tanto amava
cantigas de muita alegria

Nos becos de Lisboa
era por onde andava
Passava p´las vielas na boa
e alguém por ela chamava

As janelas da Madragoa
se abriam de par em par
E
de lá as pessoas pediam
que um bonito fado fosse cantar

Policias e sopeiras
a ouviam com emoção
Varinas e lavadeiras
choravam sem razão

Quando minha amiga cantava
nas noites de lua cheia
A sardinha assada saltava
na brasa, pela hora da ceia
E naquelas noites de trova
muitos sorrisos havia
Por causa do vinho da uva nova
que o Zé Taberneiro vendia
E quando a manhã chegava
então tudo terminava
O pregão do carapau voltava
e a tasca do taberneiro fechava

de: fernando ramos

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