quarta-feira, 22 de agosto de 2012

17 - VOLTA MEU AMOR


Ao acordar, junto de mim
Não estavas
Como tantas vezes acontecia 
Tua presença em êxtase me deixava
De tal modo que noites
De insónias passei
Olhando teu rosto que me
perturbava
Foste embora, eu sei 
Mas a saudade, a saudade
Está castigando 
Esta minha louca paixão
Porque me abandonaste? 
Por esse desamor meu coração
Diz que não vai suportar
Amor volta depressa
Tua falta me causa angústia 
E traz lembranças de teu corpo
Enlaçado no meu
Onde agora já não me deixa
Dar aquela volta louca
Como se um tango dançássemos
A falta de tua presença
Me deixa sofrido
E esta solidão me consome
Sendo o fim de um belo poema
De amor que se encontra
Gravado no meu intimo

Volta meu amor, volta
Para meus braços 
Perdoa-me porque
Não consigo perceber 
O motivo porque te foste
E me deixaste de amar
Outro amor encontraste
Dizes que a outro pertences 
E perdi-te para sempre
Ai se esta dor matasse
Meu corpo já teria caído
E depressa meu sofrimento
Terminado
Volta meu amor, volta,
Para as nossas auroras 
Radiosas que tanta falta
Me fazem
Nem quero acreditar
Que te foste embora
Como numa simples
Carta escreveste
Volta por favor para
As nossas noites infinitas
Onde nossos corpos ardendo
De paixão se entregavam 
Como ondas se encontrando
Em mares longínquos
fernando ramos
21.06.2005

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

16 - PROCURAR


PROCURAR
Não me procures
Junto à fonte do desejo
Não ando por aí
Procura-me no cimo
Da montanha
Onde subindo duros caminhos
Fui em busca de desejos teus
Não me encontras,
Se não tiveres
Desejos de mim
Mas se voltares amar
Meu coração ainda
Espera um sinal de ti
Mesmo que voltes sempre
Sem me amares
É escusado
Não me vais encontrar
Só me encontras
Se tiveres desejos
de mim.
de: fernando ramos

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

15 - O MEU BAIRRO


O MEU BAIRRO
Ao passar nas ruas de meu bairro 
Gratas recordações 
Por mim vagueiam 
Minha infância é ali revivida 
Nos amores de outrora nascidos 

Poucas alterações meu bairro sofreu 
Mas os amores
Esses estão ficando Desvanecidos 
No tempo 
Pelas esquinas 
Das ruas que então ficaram 
Meu espírito inquieto se revolta
Pela falta dos amores infinitos
Na minha rua, pedaços de mim
Tem tantas histórias para contar
Algumas eram meus festins
hoje, ao relembrá-las me fazem corar
pela desfaçatez 
Que era, ser um rapaz atrevido
São factos que ainda banham
meus olhos com um brilhozinho 
bem gostoso desses tempos
Tempos, e que tempos
Que agora se vão sumindo
Porque passou tão depressa
Mas desses tempos
Hoje ainda me sinto vaidoso
Precisamente por ser filho
daquele meu bairro
Bonito, tranquilo, onde as pessoas
se cumprimentavam
com um olá, apenas
Ou um aperto de mão 
Que acompanhava sempre um sorriso
honesto, sincero de felicidade
Só por ser aquele 
O nosso bairro
Hoje nada existe 
Se não uma leve emoção errante 
E uma lágrima de saudade 
Que teimava sair 
Finalmente vê seu caminho Aberto... 
E cai
Como se fosse uma gota de chuva 
Que no passado 
Procuravam as vidraças de minha casa 
Que ainda resiste no bairro 
Apenas a casa resiste
Fernando Ramos