terça-feira, 25 de dezembro de 2012

59 - POBRE POVO


Neste pobre país
a consciência moral 
parece estar afastada
daqueles que têm obrigações
perante quem os elegeu
A corrupção em determinados
sectores da sociedade
vai acontecendo
Em que políticos, ou pessoas
sem vínculo político
mas ligadas a diversas actividades
de grandes responsabilidades
se passeiam por cidades 
aldeias e vilas
como de heróis, se tratassem
Alguns, têm a justiça há volta deles
com processo onde são arguidos
mas a justiça mal funciona por 
causa de uma máquina pesada
e mantida por outros políticos
incompetentes, e se calhar por 
interesses diversos
Os julgamentos levam anos 
a fazer-se, e com isso
permitindo-se tudo, ou quase tudo
Temos casos de alguns desses 
políticos Autarcas, se darem ao luxo
de voltarem a concorrer 
Para os mesmos lugares
Onde desviaram dinheiros públicos 
para proveito próprio
Políticos sem vergonha 
que voltam a enganar o povo 
pedindo o seu voto
com promessas de benesses
que quase sempre
não são cumpridas 
E se forem terão sempre
algum interesse pessoal
Povo ingénuo
Que se deixa enganar
por 'trinta dinheiros' e volta
a votar nestes 'figurões'
e por vezes elegendo-os 
para lugares importantes
Pobre país este
para onde vais
com um povo assim!
de: fernando ramos

domingo, 23 de dezembro de 2012

58 - PENSAMENTO OCULTO


PENSAMENTO OCULTO
Tenho pensamentos 
que andam 
à muito ocultos
Agora estão surgindo
em minha mente
E vejo-te, como há muito
não acontecia
Tudo me parece um fardo
que carreguei tempo de mais
pela ânsia de não te sentir
ou não te ver
Passou demasiado tempo
que tua imagem não aparecia 
E sem saber de teu espírito
que por mim antes esvoaçava
Tive de dar como perdido e deixar ir
para um local de esquecimento.
E por teres ido para o lado
oculto de meu ser
talvez a mágoa, 
também tenha ido
Ainda por vezes, 
meus pensamentos me atraiçoam
e tu apareces como hoje
Mas é bom esta tua
fugaz presença, 
e eu, fico surpreendido
por ainda te amar
de: fernando ramos

sábado, 22 de dezembro de 2012

57 - A VIDA


No fim de tantos desafios
e também de alguns disparates
que vamos fazendo pela vida fora
Finalmente percebemos a grande lição!
A vida só pode ter beleza e amor,
quando atingimos o ponto
em que amamos tanto os outros
como a nós próprios
Assim conseguiremos colocar
o sofrimento num velho baú lá de casa,
e continuar nosso caminho
Com isso conseguiremos olhar
a vida, e os outros de frente,
sem grandes medos, e velhos preconceitos
Como a indiferença o egoísmo,
e o racismo que ainda existem
na nossa sociedade que se diz globalizada
e que não é mais, do que fechada em si própria
Temos sempre de ter força e ir à luta,
na certeza que solidários uns com os outros
poderemos vencer E com isso viver cada dia
da nossa vida com mais liberdade,
como se do último dia tratasse
Temos de dar atenção a todos os pormenores
que nos rodeiam, e perceber o encanto
que tem as pequenas coisas,
que sempre julgámos menos importantes,
e que a natureza generosamente nos vai oferecendo
Como as pessoas, o mar os animais,
o amor e sempre o amor pelos outros também

de: fernando ramos

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

56 - CORAÇÃO SEM AMOR


Vou domar o meu amor
De coração sereno e contido
Sem deixar que ele sofra
No teu mundo perdido
E como então, acalmá-lo
Com teu amor de pouco ardor
Se tu por ele não sentes
A mesma poesia de amor
Canto poemas para ti
Parece-me que de nada serve
Meu coração te ama de mais
E só ele, só ele é que perde
Poemas de amor eu escrevo
Para teu coração acordar
O meu não quer ficar só
E precisa do teu p'ra amar
de: fernando ramos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

55 - O MEDO


Andamos a ser dominados pela violência,
que traz terror, infelicidade e desconfiança
Ela persegue a humanidade
com a sua actuação rápida e traiçoeira,
em locais que não se espera
Onde terroristas bastardos
tudo destroem sem dó
Parece que o medo está a ganhar
e tem tudo para continuar na vingança,
na morte e destruição
Ele segue o caminho onde a paz
é podre e impossível
Os povos não estão seguros
temos de enfrentar este receio
que nos enlouquece, persegue-nos, e mata
O medo não pode chegar
de forma alguma em primeiro nós
não podemos deixar que ele nos vença
Temos de ser fortes persistentes
e audazes para o enfrentar de peito aberto

de: fernando ramos

sábado, 15 de dezembro de 2012

54 - OS ELECTRICOS DA CIDADE


Nos elétricos, da carris
Viajar é coisa boa
Percorrem ruas e avenidas
Colorindo a menina Lisboa~

Na carreira vinte e oito
Que dos Prazeres à Baixa, vai
Está sempre tão chainho
Mas dele, ninguém sai

Simpáticas viagens se fazem
Da Praça da Figueira a Belém
Bem juntinhos ao rio Tejo
Numa viagem de vai e vem

E nas viagens pró Castelo
Vão turistas encantados
Alguns não tem este transporte
Que cá, os deixa maravilhados

Digam lá senhores estrangeiros
Se as viagens não são bonitas
Vê-se Lisboa dos Eléctricos
Nos passeios p'ra turistas

de: fernando ramos

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

53 - EU ESCREVO


EU ESCREVO
Escrevo, e não sei
se sou escritor ou poeta
mas é sobre o amor
ou de outras coisas mais


Talvez seja uma necessidade escrever
frases mais ou menos profundas
de sofrimento, ou até de brincadeiras
Escrevo das noites, dos dias, de sexo
política, até do sol e do mar
e outras vezes do vento
e até da chuva
mas escrevo, mal ou bem

Ás vezes sobre desejos, sonhos
e outros temas mais


Escrevo devagar, ou mais depressa
mas sempre com sentimento
Sei que caminhando se faz a vida
e escrever se fazem desejos
se forem profundos
é a vida no seu melhor
Então eu vou por aí
Posso escrever muito, ou pouco
e outras vezes nada
mas sempre vou escrevendo

de: fernando ramos

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

52 - PALAVRAS AO VENTO


PALAVRAS AO VENTO
Algumas palavras se dizem
que não partem do coração
Mas elas magoam tanto 
e são ditas sem razão
Vamos, as esquecer depressa
más palavras, levas o vento
E essas não voltam mais
para o nosso contentamento
Vamos ter muito cuidado,
para não as dizermos mais
Elas são ditas sem nexo
São palavras tristes e fatais 

Por elas o vento vai esperando
porque não as queríamos dizer
não foram ditas com emoção
nem por nosso belo prazer
As palavras saem tão rápido
como se fosse um sopro na pena
não deviam ser ditas assim
nem da maneira mais serena
Vamos todos lá pensar
nas palavras a dizer
para evitar dissabores
e depois, nada há a fazer
O vento é nosso amigo
por as más palavras levar
temos de lhe agradecer
por nunca as deixar ficar
de: fernando ramos

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

51 - ADEUS FADISTA


ADEUS FADISTA
Desapareceu o nosso fadista
Mas ficou sua arte de cantar
Com ele foi embora a vida
Que soube tão bem amar
Adeus fadista do país
Da nossa liberdade
Agora que tu partiste
Resta apenas a saudade
O fado ficou mais pobre
Com esta tua saída
Deixaste todos nós
E não cantaste na despedida
Cantavas o poema Português
Com a guitarra a se emocionar
Chorava o pobre, e o Burguês
com tua voz de aconchegar
Cantaste nos becos, o fado 
Nas vielas e na rua
Cantaste em todo lado
Até quase cantaste na lua
Mas porquê amigo fadista
Ires para outro lado cantar
Eras aqui o grande artista 
Do povo que te quer escutar
Com esta tua partida
Fica a nossa saudade
Mas teu fado vai continuar 
Para bem da liberdade
Adeus bom eterno fadista
De ti iremos sempre falar
Pelos anos que te ouvimos
A lágrima vamos deitar
Não penses que ao ires embora
De ti não vamos mais lembrar
Estas enganado meu amigo
Para nós vais sempre cantar
de: fernando ramos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

50 - FADISTAS E GUITARRADAS


Cantadores e cantadeiras
do meu belo Portugal
bonitos fados cantam 
Para esta terra sem igual
Tocai, guitarristas tocai
para as nossas gentes alegrar
faça-se ouvir as guitarras
e as vozes acompanhar
É sempre bom ouvir o fado
em ambiente de muita calma
Os nossos fadistas lá cantam
bonitos fados, com raça e alma
Suas gargantas se fazem ouvir
em muitas noites de calor
Ouvem-se fados à desgarrada
cantados com muito fervor
Grandes fadistas por aí andam
E muitos cantam sem pecado
Outros por aí se ouvem
Nas simpáticas casas de fado
E tivemos a Severa, e a Amália
Temos a Marisa e o Camané
Tantos mais por ai há
Cantando de pura fé
As guitarras tocam baixinho
Já dizia o saudoso poeta
E quando as guitarras tocam
Não tocam de forma discreta
Os fados vadios se ouvem
Pelos becos e ruas de Lisboa
Há algumas gargantas desafinadas
Mas uma ou outra, é muito boa

Cantai, fadistas cantai
Pró país e os artistas 
porque o povo gosta muito
Que tanto grita "HÁ FADISTAS"

de: fernando ramos