domingo, 19 de maio de 2013

192 - OS DEUSES NÃO ESTÃO LOUCOS


OS DEUSES NÃO ESTÃO LOUCOS
Vão saber a novidade
Das terras dos Deuses do amor
Encontram-se dois artistas de saudade
Um é fadista, o outro, um grande senhor

Amália, a nossa fadista
E Camões o grande escritor
Imaginem o encontro da artista
Com o poeta do amor

De Camões, poesia Amália cantava
E a nós nos deslumbrava
Ele, era Violante que amava
E o povo, por seus poemas chorava

Fez-se no céu uma festa celestial
Caldo verde, e jaquinzinhos se comera
Bebeu-se vinho tinto espiritual
Na tasca onde S. Pedro os recebera

Falaram de Portugal
Das tabuinhas, e das Caravelas
Foram lembranças sem igual
Surgidas à luz das velas

Bonita aquela festa
Que de cultura se tratou
Amália cantou Camões
E ele, por ela se apaixonou

Coitada da Violante
Trocada por Amália a fadista
Camões disse-lhe num instante
Que era só, paixão de artista

Lindos poemas Amália cantou
Lá na tasca do céu de Deus
S. Pedro também vibrou
Da poesia que Camões escreveu

Os Deuses não estão loucos
Diz o povo na sua mestria
Camões e Amália não são poucos
Para nos oferecerem sua sabedoria

Ó Deuses do infinito ausente
Guardai este tesouro
O povo os vai amar sempre
Nos seus corações de ouro

E os dois juntinhos lá estão
Muito bem acompanhados
Fazem festas ao serão
Cantando-se belos fados

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