CÃO ABANDONADO
Sou um cão abandonado
que por azar nem sou rafeiro
O que vai ser de mim coitado
nas grandes chuvas de Fevereiro
Meu dono não teve pena
da minha velhice de vida
Deixou-me na rua pequena
e minha alegria por lá anda perdida
Junto-me a outros abandonados
que tão infelizes são
Somos tão desgraçados
como os que não têm pão
Nossos donos não têm escrúplos
por esta atitude indigna
São imensamente estúpidos
para nossa triste sina
Não tenham pena deles
dos coveiros da nossa desgraça
Façam-lhes o mesmo a eles
e vão ver se acham graça
de: fernando ramos
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