POBRE CIDADE
Vagueiam por minha cidade
Espíritos que vão de pé em pé
Sua desgraça, não é a liberdade
Mas miséria que lhes consome a fé
Espíritos que vão de pé em pé
Sua desgraça, não é a liberdade
Mas miséria que lhes consome a fé
Pobre cidade que digo ser minha
Que trata seus filhos assim
São deixados em qualquer esquina
Vivendo aqui e ali, cada um por si
Que trata seus filhos assim
São deixados em qualquer esquina
Vivendo aqui e ali, cada um por si
Esta cidade, poderia ser mais bela
Se aos filhos não lhes falta-se pão
O egoísmo dos que vivem nela
Vem da bolsa, e não do coração
Se aos filhos não lhes falta-se pão
O egoísmo dos que vivem nela
Vem da bolsa, e não do coração
Infeliz sem abrigo que vives só
Contigo muito poucos se importam
Não precisas que de ti tenham dó
Mas do amor, que outros confortam
Contigo muito poucos se importam
Não precisas que de ti tenham dó
Mas do amor, que outros confortam
Minha cidade é de lindas paisagens
Com um rio onde não se vê o fim
Tem gentes de varias paragens
Que mendigam num jardim, por aí
Com um rio onde não se vê o fim
Tem gentes de varias paragens
Que mendigam num jardim, por aí
Mas esta minha pobre cidade,
Pode ser Londres, Paris ou Lisboa
Só que lá, ninguém tem a liberdade
Deixar um irmão, que não é de vida boa
de:
fernando ramosPode ser Londres, Paris ou Lisboa
Só que lá, ninguém tem a liberdade
Deixar um irmão, que não é de vida boa
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