sábado, 13 de julho de 2013

345 - CELESTE A FLORISTA

CELESTE, A FLORISTA

Celeste, artista popular
vende flores num mercado
em Alvalade,
onde mora próximo
À noite, prepara seu vestido
e coloca seu xaile preto,
e vai para os lados de Alfama,
cumprir seu sofrimento calado
E lá, numa casa típica,
ao som das guitarras
canta bonitos fados
Onde, a muitos enlaça
com sua voz graciosa
que faz sentir a todos
o gosto que o fado tem
E ela canta, canta,
canta fados com muito
amor e emoção
Neles, deixa um sofrimento
conciso e junta sua solidão
Ela está só, e o fado
é a sua única razão de vida
Celeste, a florista
que tão bem sabe cantar,
por alguns momentos da noite
os outros faz feliz
De dia, bem cedinho
volta para o mercado
para sua vida ganhar
O fado é a sua grande paixão,
que a vai consumindo de amor
À noite a felicidade acontece,
que ela a toma aos bocados
E entre trinados de uma guitarra,
os sentimentos acontecem,
deslumbrando outros, que
a sua vida eles desconhecem
E o povo, ama a Celeste
que a faz esquecer
sua triste vida solitária
Ela canta para a alma de todos,
com sua voz serena, bela e certa,
onde se bebe as palavras
escritas pelo o poeta
Ela vai sendo feliz assim
distribuindo a solidariedade a vidas,
que sabe-se lá seus passados
De manhã ao raiar do dia,
lá está Celeste no mercado vendendo
suas flores de belas fragrâcias a pessoas,
que nem sequer imaginam,
a sua alma vadia de fadista
Celeste, é assim que ama a vida,
e só pede felicidades
para todos que à noite
a ouvem cantar

de: fernando ramos

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