quarta-feira, 17 de julho de 2013

362 - FADISTA ATÉ MORRER

FADISTA ATÉ MORRER
Tenho a voz enrouquecida,
e seu tom já não é o que era
meus fados agora canto baixinho
sofrendo com minha rouquidão
Talvez seja um mal de idade
Foram muitos anos a cantar o fado
que muito orgulho me dá,
mas Deus acha que minha carreira
de fadista terminou
Continuo no fado,
ele é a minha âncora
e eu, o amo cantar
Canto em prosa ou em verso
não com a mesma limpidez de antes
mas com o mesmo sentimento
que só desaparecerá assim
que Deus achar por bem
Canto na mesma por amor
sempre por amor ao fado
E com o avanço da idade
Deus mais fortaleceu
este meu sentimento
Choro porque minha garganta dói,
mas cantarei até morrer
Resta-me continuar a viver belos
momentos cheios de absoluto,
que o fado me dá à vida
de: fernando ramos

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