ANA ROSA
Nos meus tempos de estudante,
pelo Bairro Alto eu andava
À porta de uma taverna, numa daquelas
ruas estreitas, conheci lá Ana Rosa
Era uma mulher feita e fogosa, onde seu corpo
de alguma formosura, num vão de escada
de um prédio velho, tornava
minha juventude mais saborosa
pelo Bairro Alto eu andava
À porta de uma taverna, numa daquelas
ruas estreitas, conheci lá Ana Rosa
Era uma mulher feita e fogosa, onde seu corpo
de alguma formosura, num vão de escada
de um prédio velho, tornava
minha juventude mais saborosa
Ana Rosa, e todas as Anas Rosas,
que por aquela rua vagueavam naquela época,
como falsas virgens, mais não faziam que
vender seu corpo meio descoberto
Onde pouca fazenda cobria suas
vergonhas que eram oferecidas
por algum dinheiro aos homens,
ou rapazolas como eu, que por ali passavam
que por aquela rua vagueavam naquela época,
como falsas virgens, mais não faziam que
vender seu corpo meio descoberto
Onde pouca fazenda cobria suas
vergonhas que eram oferecidas
por algum dinheiro aos homens,
ou rapazolas como eu, que por ali passavam
O pouco dinheiro que eu tinha,
dado por meus pais, eu o guardava,
e esse dinheiro, com mais alguns trocos,
que docemente surripiava à pobre da minha avó,
me levavam àquelas ruas, pelo menos
uma vez por mês, e a Ana Rosa eu queria,
pois ela era a mulher de meus sonhos eróticos,
sensuais, e também o meu conforto
dado por meus pais, eu o guardava,
e esse dinheiro, com mais alguns trocos,
que docemente surripiava à pobre da minha avó,
me levavam àquelas ruas, pelo menos
uma vez por mês, e a Ana Rosa eu queria,
pois ela era a mulher de meus sonhos eróticos,
sensuais, e também o meu conforto
Ela só não sabia ensinar-me amar,
como era boa ouvinte,
e, na minha inocência de vida
lhe contava minhas tontarias
de rapaz atrevido
E Rosa ria, ria, como ela ria meu Deus,
seu sorriso era tão bonito,
como seu corpo de belas curvas
como era boa ouvinte,
e, na minha inocência de vida
lhe contava minhas tontarias
de rapaz atrevido
E Rosa ria, ria, como ela ria meu Deus,
seu sorriso era tão bonito,
como seu corpo de belas curvas
Bem depressa, deixei de ir àquelas ruas
escuras, tristes e de má fama por causa
dos pecados da vida
Mas tivesse eu dinheiro, a ela eu iria todos os dias
Que saudades eu tenho da minha vida de rapaz doidão,
como dizia Ana Rosa, e baixinho me sussurrava
ao ouvido, dizendo como gostava ser dona
da rua do pecado, só para estar sempre comigo
escuras, tristes e de má fama por causa
dos pecados da vida
Mas tivesse eu dinheiro, a ela eu iria todos os dias
Que saudades eu tenho da minha vida de rapaz doidão,
como dizia Ana Rosa, e baixinho me sussurrava
ao ouvido, dizendo como gostava ser dona
da rua do pecado, só para estar sempre comigo
Hoje passo pelo Bairro Alto,
e claro já lá não está a Ana Rosa,
mas eu a recordo com amizade, e se calhar
com algum amor que fiquei por aquela mulher
que sempre achei gostosa
Àh, tivesse eu dinheiro,
e quando era jovem, aquela rua de pecado,
eu oferecia à Ana Rosa
e claro já lá não está a Ana Rosa,
mas eu a recordo com amizade, e se calhar
com algum amor que fiquei por aquela mulher
que sempre achei gostosa
Àh, tivesse eu dinheiro,
e quando era jovem, aquela rua de pecado,
eu oferecia à Ana Rosa
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