domingo, 14 de julho de 2013

352 - A DOCE IDADE DO SABER

A DOCE IDADE DO SABER

A idade, traz o saber
e também a subtileza
E alguns acabam por ter
pensamentos que são riqueza
Os idosos bebem cultura
dos que sabem bem pensar
A eles, oferecem-lhes ternura
que ninguém pode roubar
Dedicam-se à gente nova,
que os tratam com gentileza
E lhes oferecem uma bonita trova
guardada na fortaleza
Ela fala da vida e do amor
que devem ter quando casar
E não há que esconder o rigor
que constitui o pensar

de: fernando ramos

351 - ENCRUZILHADA

ENCRUZILHADA

A vida, é um empréstimo de Deus
Que vamos pagando aos pedaços
Com ela, vem ensinamentos seus
Para nossa vivência de leves traços
Amor, é um sentimento da natureza
Que se vai conquistando dia a dia
Vamos o distribuindo com subtileza
Aos filhos que a gente cria
A esperança, é uma divida à vida
Que a guardamos no coração
Mas por vezes a sentimos perdida
Porque pensamos ser uma ilusão
É Impossível controlar a roda do destino
E nem vale a pena tentar mudá-lo
Deus o traça para nós muito certinho
Porquê todos o querer modificá-lo
A vida e o destino, andam de mão dada
E a esperança dá-lhes o seu calor
O amor com beijos lhes paga
Para que todos sintam seu sabor

de: fernando ramos

350 - VOU PARA ESCOLA

VOU PARA A ESCOLA

Vou para a escola aprender,
e depressa a vou encontrar
As letras terei de saber,
e os números preciso contar
É tarde para isso acontecer,
mas a vida para aí não me levou
Não consigo compreender,
porque o destino não deixou
Eu para a escola quero ir
mas agora é tarde de mais
Irei a tempo de conseguir
saber as letras e outras tais
Quero aprender a ler
mas têm de me ensinar
Quero aprender a escrever
mas têm de me ensinar
Quero aprender a contar
mas têm de me ensinar
Quero aprender a somar
mas têm de me ensinar
Esta minha ignorância,
não dá para perceber
Não estudei em criança,
e, isso não consigo entender
Dizem que agora é tarde de mais,
mas isso pouco me importa
Porque se todos somos iguais,
a escola vai-me abrir a porta

de: fernando ramos
19.11.2005

sábado, 13 de julho de 2013

349 - TEU CORPO É ARTE

TEU CORPO É ARTE

Vejo teu corpo nu, com ternura
como um quadro famoso de um pintor
Meus olhos nele, vem tanta doçura
que os faz brilhar de muito amor
Teu corpo é lindo como um poema,
escrito por um trovador afamado
Que um dia o cantará em cena,
deixando o publico deslumbrado
E se ele for visto por um escultor,
cinzelará a pedra com mais brandura
E nela deixará seu saber com amor,
que fascinará o mundo da cultura
Mas se houver outro famoso artista,
que por ele entre em perdição
Eu ficarei muito mais egoísta,
e de ti, jamais abrirei mão
Por ti, até sonho acordado,
e tenho ciúmes que me mate
Vivo num torvelinho apaixonado,
pelo teu corpo que é arte

de: fernando ramos

348 - ESCREVER PARA TI

ESCREVER PARA TI

Minha escrita é meu tesouro
que chega num movimento ondulante
Eu a guardo como se fosse ouro
mas se não vem, fico espectante
Não será um acto de cobardia
por me faltar alguma inspiração
Sei que o cansaço cega a sabedoria
e é tão nefasta é essa sofreguidão
Será de mentes arejadas
escrever sempre em cristalino
Palavras boas e confortadas
escritas todas em redemoinho
E a poesia vem num sopro quente
trazendo vendavais de felicidade
Para ti eu escrevo de presente
e em total liberdade
Poderá ser um poema embaraçado
que te dirá, alguma parte de mim
decerto que até seria engraçado
eu o escrever só para ti

de: fernando ramos

347 - DE METRO COM AMOR

DE METRO COM AMOR

Meu amigo passageiro,
que vais no teu passo apressado
Entras no metro com algum dinheiro,
para um destino já traçado
E nesse seguro transporte,
não vês com algum rigor
Arte de fino recorte,
de artistas de muito valor
E em painéis extraordinários,
as paredes expoem o saber do artista
que o oferece aos passageiros diários
que bem este transporte utiliza
E de metro com amor
vai gente de futuro incerto
Com vidas de algum pendor
trabalhar para um patrão esperto
E neste belo transporte
viaja o adulto e a criança
em carruagens de grande porte
que a todos leva em segurança
No metro todos querem ir
porque lá se vai sempre mais além
Apanham o comboio que há-de vir
que os leva a todos muito bem

de: fernando ramos
16.11.2005

346 - VAIS SEGURA

VAIS SEGURA

Vais na rua, e vais segura
de encontrares o homem
que um dia na tua vida se cruzou,
e te deu esperança,
porque olhares se trocaram,
promessas se fizeram e beijos ficaram
Teu amor ele levou,
teu sorriso nele ficou,
mas teu coração agora está só
Vais na rua, e vais segura
de quem tem o teu olhar,
teu sorriso e o teu amor,
vais voltar a encontrar,
e tudo recomeçará
Mas o homem que
por ti um dia se cruzou
e tu amaste,
não mais vai voltar
Vais na rua, e vais segura
mas triste, chegou a ansiedade
ao teu coração
O homem da tua esperança
não chega
E então uma emoção
errante te invade,
e noites sombrias
certamente vão chegar
Vais na rua,
mas já não vais segura
Agora tens um
destino inexorável a cumprir
porque alguém ficou
com teu olhar e teu sorriso,
outro amor tens de encontrar
e que te devolva tua alegria,
que hoje é um triste poema

de: fernando ramos

345 - CELESTE A FLORISTA

CELESTE, A FLORISTA

Celeste, artista popular
vende flores num mercado
em Alvalade,
onde mora próximo
À noite, prepara seu vestido
e coloca seu xaile preto,
e vai para os lados de Alfama,
cumprir seu sofrimento calado
E lá, numa casa típica,
ao som das guitarras
canta bonitos fados
Onde, a muitos enlaça
com sua voz graciosa
que faz sentir a todos
o gosto que o fado tem
E ela canta, canta,
canta fados com muito
amor e emoção
Neles, deixa um sofrimento
conciso e junta sua solidão
Ela está só, e o fado
é a sua única razão de vida
Celeste, a florista
que tão bem sabe cantar,
por alguns momentos da noite
os outros faz feliz
De dia, bem cedinho
volta para o mercado
para sua vida ganhar
O fado é a sua grande paixão,
que a vai consumindo de amor
À noite a felicidade acontece,
que ela a toma aos bocados
E entre trinados de uma guitarra,
os sentimentos acontecem,
deslumbrando outros, que
a sua vida eles desconhecem
E o povo, ama a Celeste
que a faz esquecer
sua triste vida solitária
Ela canta para a alma de todos,
com sua voz serena, bela e certa,
onde se bebe as palavras
escritas pelo o poeta
Ela vai sendo feliz assim
distribuindo a solidariedade a vidas,
que sabe-se lá seus passados
De manhã ao raiar do dia,
lá está Celeste no mercado vendendo
suas flores de belas fragrâcias a pessoas,
que nem sequer imaginam,
a sua alma vadia de fadista
Celeste, é assim que ama a vida,
e só pede felicidades
para todos que à noite
a ouvem cantar

de: fernando ramos

344 - FLORES DO MEU BEM AMAR

FLORES DO MEU BEM AMAR

Conheci na Travessa dos Barbadinhos,
ali para os lados da Esperança
Uma negra que levava seus livrinhos,
para dar à sua criança
Ela é uma mãe solteira,
a quem a vida não ajudou
Amou de forma ordeira,
um homem que dela abusou
Hoje sou eu que a amo,
e com ela vou casar
A minha negra a quem chamo,
flor do meu bem amar
Agora à travessa vamos,
recordar nossos encontros
E lá muito nos beijamos,
que de amor ficamos tontos
E ela ali baixinho me diz,
meu branco bem danado
Ela é a mulher que sempre quis,
para meu coração desatinado
Agora as duas estou amar,
minha negra e sua criança
Elas a mim me vão dar,
uma vida cheia de esperança
Estas duas belas preciosidades,
eu a Deus muito agradeço
Só peço muitas felicidades
para as flores de quem eu pertenço

de: fernando ramos

343 - IGREJA DA SÉ

IGREJA DA SÉ

Hoje vou à Igreja da Sé
Rezar a Cristo, por meus pecados
Ando por caminhos mal traçados
Por ter perdido minha fé
Vou numa vida que não quero
E não é por falta de sorte
Se for por aí, me espera a morte
Mudar meu caminho eu espero
Peço a Cristo solenemente
Para terminar meu pesadelo
Meu passado preciso esquece-lo
Quero uma vida decente
Rogo a Deus para perdoar
Meus pecados de vida má
Eles me desgraçam por cá
Não quero voltar a pecar
E, na Igreja da Sé que me é querida
Me converto ao Santo Cristo caridoso
Recebo do seu coração piedoso
A volta da minha fé perdida

de: fernando ramos

342 - A NAU DO ZECA TELHADO

A NAU DO ZECA TELHADO

E nessa tua Nau Catrineta,
que muita gente anda a gostar
Não tenhas a critica serena,
para a reacção não passar
Se não, ela vem por aí fora,
Nossos espíritos incomodar
Zeca, tua Nau a malta adora,
fica sempre a Naucatrinar
Para tua sátira lhes fazer doer,
grita Abril, até que a voz te doa
Manda os gajos todos comer,
porque a revolução é coisa boa
Obrigado pelas tuas Naus
que rolam como uma esfera
São bonitas e dão tautaus
a muitos da blogosfera
de: fernando ramos - para o ZECATELHADO www.tadechuva.weblog.com.pt
12.11.2005

341 - CANTO AO MUNDO

CANTO AO MUNDO

Canto às mágoas da vida,
e ao amor também
Canto às arvores, cuja sombra refresca,
e nos abriga das tempestades que vêem
Canto ao mundo que está em perigo,
e aos homens que não se entendem
Canto alegria que persigo,
e às fêmeas que seus filhos lambem
Canto aos homens de boa vontade,
e às mulheres pelo nascer da criança
Canto à vida e à liberdade,
que nos trazem uma nova esperança
Canto às tristezas dos dias,
num Outono amargurado
Canto à paz que tu bem querias,
mas chega num triste fado
Canto ao amor que feliz nos deixa,
quando a guitarra toca a esperança
Canto a quem tanto deseja,
o sorriso de uma criança
Canto a quem muito quer,
uma criança adoptar
Canto à vida que amo,
bem como quem me quer amar

de: fernando ramos

sexta-feira, 12 de julho de 2013

340 - SEMPRE ABRIL GRITA O POVO

SEMPRE ABRIL GRITA O POVO

O inimigo não passará,
Porque Abril venceu
O povo sempre lutará,
Por um Portugal que é seu
Não pense a reacção,
Que entregamos o nosso país
Lutaremos de armas na mão,
E, é o povo que vos diz
Na liberdade está a razão,
E é a Democracia que o povo quer
Abril está em nosso coração,
Por ele, luta o homem e a mulher
Abril, sempre Abril, grita o povo,
Na sua sabedoria preciosa
Todos querem um país novo,
Porque a situação é melindrosa
Os inimigos de outrora,
Hoje levantam a cabeça
Temos de os mandar embora,
Antes que ele por aí apareça
Ó heróis do meu país,
O povo a vós vos ama
Desde há muito que por aí se diz,
Que estão perdendo a vossa chama
Mas o povo não acredita,
Nesse boato mentiroso
Por vós o povo grita,
Tragam um novo Abril vitorioso

de: fernando ramos
12.11.2005

339 - QUEM É CEGO?

QUEM É CEGO?

Vai o ceguinho no metro,
Pedindo esmola por caridade
Aos passageiros do transporte certo,
Que circula por debaixo da cidade
Poderá ser uma humilhação,
Para quem vê tal cena
Mas o pobre tem de ganhar o pão,
E do ceguinho não tenham pena
É triste haver quem pensa assim,
De quem precisa no mundo sobreviver
Serão mais cegos para mim,
Que tal infelicidade não quer ver
Quando vires o cego no transporte,
Não tenhas desdém nem pavor
Ele apenas teve má sorte,
Neste mundo de desamor
Ele é gente como vós,
A quem a vida não foi generosa
Mesmo assim gosta de nós,
Não tenhas essa atitude perniciosa
Deixa o bom cego se governar,
Nesse seu modo de vida
A eles devemos mais amar,
Porque sua alegria é contida
Mas, muito calor ele tem,
Que o distribui sem qualquer rigor
E se de alguém recebe desdém,
Ele o retribui com amor

de: fernando ramos
11.11.2005

338 - IMPREGNADA DE DOÇURA

IMPREGNADA DOÇURA

Vem o sol receber-nos,
depois de uma noite
de vai e vem colorida
Ele sorri ao nosso amor
resplandecente,
da madrugada apetecida
Vem com a alvorada,
aquecer nossos sentimentos
electrizantes
Trazendo vendavais
de felicidade,
a nossos corpos incandescentes
E de novo,
com o raiar do dia
que vai entrando pela janela
O amor vem atrás de amor,
recomeçando outro
bem bom que asfixia
Dando continuação aos
sublimes momentos,
que a nós não nos espantaria
E, nos amamos sem poréns,
na nossa nudez de prazer
Que continua num movimento
firme e ondulante,
num desejo total
ascendente de bom viver
E nessa aurora,
que nos leva a mais
vontades sentidas de loucura
A nossa secreta sedução,
só termina,
em impregnada doçura

de: fernando ramos

337 - A FILHA DO PESCADOR

A FILHA DO PESCADOR

Bate o sol na choupana,
de manhãzinha ao nascer
Ele brilha e não reclama,
até ao fim do dia, ao entardecer
A choupana é do pescador,
e da sua filha que ainda é donzela
Ele lança as redes com vigor,
para muito peixe cair nela
O pescador, vai na sua canoa ao mar,
e a donzela fica na choupana
Porque, peixe seu pai vai pescar,
para sua filha que muito ama
Ao regressar ao seu lugar natural,
O pescador traz a canoa pesada
Vai na onda para o areal,
juntar-se à filha que não é casada
Ela procura um grande amor,
para na choupana ser muito amada
Mas é que o pobre do pescador,
a sua filha, não vê casada
E ele volta para o mar,
procurando um golfinho amigo
E, a ele vai-lhe explicar,
o problema que traz consigo
O golfinho o ouve, e vai embora,
para no mar alto um marinheiro encontrar
Que o leva ao amigo pescador, na hora
para a sua filha donzela, dele gostar

E tudo foi como pensaram,
A donzela viu o marinheiro do golfinho
Logo ali. eles se gostaram, e casaram,
e da choupana fizeram seu ninho
O pescador voltou para o mar,
na sua amiga canoa, que muito lhe diz
Com o golfinho se foi encontrar,
e com ele, por lá ficou muito feliz

de: fernando ramos

quinta-feira, 11 de julho de 2013

336 - A CARTA DE PÊRO VAZ DE CAMINHA

A CARTA DE PÊRO VAZ DE CAMINHA

A nove de Março de mil e quinhentos,
de Belém partem Naus e Caravelas
Vão para lugares julgados cinzentos,
com os nossos valentes que vão nelas
Pêro Vaz de Caminha, ia na Armada,
que era capitaneada por Pedro Alvares Cabral
Foram por mares de água salgada,
procurando novos mundos para Portugal
E, em vinte e dois de Abril, desse mesmo ano
Arribaram a um lugar, que chamaram de Vera Cruz
Talvez ali chegar tivesse sido um engano,
mas foi bom verem tanta beleza que Deus ali produz
E logo Pêro Vaz de Caminha, o escrivão,
na sua singela escrita, relata na carta ao rei
Sua Alteza Real D. Manuel, e seu patrão,
a nova do achamento, daquela terra sem lei
Os nossos homens ficaram deslombrados,
por ver terras que possuem tanta beleza
E ter gentes de belos corpos pardos,
de bons rostos e narizes, que lhes dão fineza
Mais admirados ainda ficaram,
por eles terem à vista, suas vergonhas
Da sua nudez nossos valentes reparam,
das nativas, que não eram tristonhas
E o nosso escritor, a boa terra nova descreve,
na sua mais simples magia de contar
E na carta diz que ao povo lá, pouco serve,
tantas belezas de encantar
E vai relatando ao pormenor,
a vivência de todo este povo
Que deixa os nossos homens na maior,
felicidade do achamento novo
E então prendas lá se trocaram,
com os nativos daquelas vidas belas
Alguns, dos nossos homens eles abeiraram
dando arcos, com penas vermelhas e amarelas
E a primeira missa também foi lá dita,
pelo padre frei Henrique
E foi tal a devoção descrita,
que querem que a religião lá fique
E viram lá mulheres e homens pintados,
de algumas cores, mas mais para o vermelho
e muitos nativos de beiços furados,
que dançaram com o nosso gaiteiro
E todos andavam muito felizes,
misturados naquele areal
Fazendo amizades que deram petizes,
donde dai veio, uma cor de pele especial
E Pêro Vaz Caminha escrevia, escrevia
tudo o que naquele achamento se passou
Para sua Alteza Real, que cá depois lia
as belezas que muito os maravilhou
Papagaios e outras aves eles viram,
de várias cores muito bonitas
As mulheres suas penas as queriam,
que as faziam muito catitas
E lá deixámos homens de fé e fervor,
para fazer dos nativos bons cristãos
Ensinando-lhes o evangelho de Nosso Senhor,
que iria fazer deles bons irmãos
E naquelas águas infindas e belas,
os portugueses, o achamento transformaram
Num imenso Brasil de aguarelas,
pelas raças que sempre muito se amaram
E tudo foi descrito até ao pormenor,
por Pêro Vaz de Caminha, na sua escrita natural
Deixando a carta, que é uma preciosidade maior,
que hoje, é considerada património mundial

de; fernando ramos

335 - A FLORESTA

A FLORESTA

Aconchega o sol à floresta,
que lhes dá vida e destreza
vem de manhã, e a ela se presta
cuidar de sua beleza
A floresta, a tudo dá vida,
às aves, flores e aos riachos
Ela é uma esperança sentida,
até aos frutos e seus cachos
A floresta é a natureza,
desde o inicio dos tempos idos
A nós, dá-nos toda a sua singeleza,
que nos torna irmãos, e seus filhos
Minha floresta, meu amor
a ti destroem os loucos
Tu não deixes por favor
que acabem contigo aos poucos
A floresta é o nosso pulmão,
gritam alguns em todo o mundo
Mas o homem na sua ambição,
leva o ambiente ao fundo
Temos de salvar a floresta,
para a nossa sobrevivência
Sem ela, mais nada nos resta
A não ser esta vida em decadência
Da ganância dos madeireiros,
está o mundo cheio, de gente desta
São homens que por alguns dinheiros,
vão acabando com a nossa floresta
Deixo um apelo ao mundo irmão,
para que a floresta seja estimada
Ela é a alegria e o nosso pulmão,
desta nossa vida quase esgotada

de: fernando ramos

334 - VIAGENS

VIAGENS

Fiz algumas viagens pelo mundo,
e que bonitas imagens delas tenho
Algumas são, contudo
das quais mais depressa venho
Essa são as viagens pequenas,
que se fazem a algumas cidades da Europa
Elas por vezes não são nada serenas,
porque das malas, alguém lhes faz a troca
Esse é um grande aborrecimento,
e passamos sempre um mau momento
É que de viagem boa, passa a tormento,
quando devia de ser, de divertimento
Mas há umas viagens que valem bem a pena,
como ir a Londres, Madrid ou Paris
Ou então, a Atenas, Roma e a Viena
que são das mais bonitas que já fiz
E há outras que até nos deixam pasmados,
como ir ao México, Tailândia e Brasil
Ou então ir às Caraíbas, a Barbados,
são todos passeios bons, e de mais notas mil
Andar pelo mundo é bonito, bom, e sabe bem,
e há tantos países muito interessantes
E porque não, viajar por Portugal também,
que é um país gentil, lindíssimo e cativante
Viajar, se puder é o melhor que há,
outras gentes, e culturas vamos conhecer
Algumas são bem diferentes de cá,
por isso viajar, é sempre um prazer

de: fernando ramos

segunda-feira, 8 de julho de 2013

333 - SOFRIMENTO

SOFRIMENTO

A dor, faz-nos muito mal,
 tanto de noite como de dia 
Ela dá-nos uma vida sombria, 
ao nosso destino desigual.

E desta nossa pura agonia, 
vem um gemer natural 
Todos eles vêem do mal, 
do corpo que não merecia

Com este sofrimento de dor,
 vem também alguns martírios 
Trazendo a nós, alguns lírios,
 que chegam com algum primor

Eles vão com o nosso mal,
 para um destino desconhecido 
Que fica num céu apetecido, 
onde de lá, se vê o nosso funeral

Aí, a dor tem toda a sua cura, 
nesse paraíso de bem estar 
Não mais ela vai voltar, 
nem o sofrimento, mais dura

de: fernando ramos
 6.11.2005