sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
69 - A ESQUINA DO MEDO
Maria, era o nome da prostituta
que frequentava aquela esquina
Do medo como era conhecida
Exibia suas longas pernas
a todos que passavam por lá
na esperança que um cliente a salvasse
daquela noite, para que seu chulo
lhe desse a dose de heroína
e não lhe batesse como era seu hábito
sempre que ela não fazia dinheiro
na esquina do medo
Maria vivia na vergonha das cicatrizes
de seu rosto e por isso as tentava disfarçar,
elas eram as marcas da desgraça
devido às tareias que seu homem lhe dava
Mas ela mesmo assim o amava apesar de tudo,
e comentava com as amigas de destino:
Que triste é ser puta e gostar
de um homem como o meu,
que triste sorte de ter que voltar
para esta vida todas as noites
Maria lamentava-se, mas não conseguia
dizer adeus à perversidade que carregava,
nem a quem a mal tratava
Também não conseguia procurar
outros caminhos menos penosos
devido ao vicio que seu corpo andava mergulhado
Até que um dia Maria, cansada da má sorte
resolveu parar seu destino
E numa dose fatal de heroína para ela
tudo tinha terminado
Suas bonitas e longas pernas
deixaram de ser vistas naquela esquina do medo
de: fernando ramos
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