segunda-feira, 27 de maio de 2013

230 UMA BELA AMIZADE

UMA BELA AMIZADE
Uma bela amizade
Nasce sem a gente querer
Que ela dure a eternidade
Seguindo-nos p´lo doce viver
É bom ter amigos a vida inteira
Alguns até se deixam de ver
Mas são amizades de boa maneira
Que acabam quando se tem de morrer
E assim meus amigos
Aqui estaremos sempre convosco
P´ara nós não há tempos perdidos
O vosso amor está connosco
Nós, vos oferecemos um girassol
P´la nossa bonita amizade
Deus, vos dê sempre radioso sol
E não vos traga a saudade

de: fernando Ramos - Para os nossos amigos - Vira/Filó/João/Miguel

229 - O TANGARÁ

O TANGARÁ
Meu querido Tangará
Trazes o cantar nas penas
Teu bico feliz andará
Mesmo nas cantigas pequenas
Atrais quem te vai amar
Fraccionando as penas umas nas outras
Daí vem teu belo cantar
Deixando as fêmeas loucas
Teu cantar é tão romântico
Que a ti ouvem com paixão
Tão bonito é esse cântico
Que elas nunca dizem não
E contigo acasalam
Muito por causa do teu cantar
E às outras aves, elas palram
Que de ti vão sempre gostar
Tangará minha avezinha
És a única que palra assim
Nesse cantar estás sozinha
Que até surpreendes a mim
Canta sempre Tangará
Esse cântico alegre e vistoso
Porque um dia haverá
Quem o ache maravilhoso
Dizem que bates as asas
Cem vezes por segundo
Por causa delas tu casas
Com as melhores fêmeas do mundo
Canta Tangará, canta
Para todos nós ouvirmos
Quem canta seus males espanta
Para na nossa vida sorrirmos
de: fernando ramos

228 - DESESPERADO

DESESPERADO

Ando por aí desesperado
Por minha má vida levar
Sou um pobre coitado
E até já penso me suicidar

Tenho esta má sorte
De ser uma alma perdida
Como já penso na morte
Isto é uma triste sina

Minha vida é de pecados
Cometidos ao sabor do vento
Eles me consomem aos bocados
Por isso este meu lamento

Ao álcool me dediquei
Bebendo muito sem parar
É uma vida que não desejei
Tudo isto tenho de mudar

Mas tudo vou alterar
Penso eu com convicção
Julgo que alguém vai ajudar
Nesta minha decisão

Meu desespero terminou
Vida nova vou começar
Deus bem me ajudou
Esta atitude agora tomar
de: fernando ramos

227 - MÃOS DE FADA

MÃOS DE FADA
E tu irmã, de mãos de fada
De mim cuidaste desde cedo
Viste acontecer minha vida iniciada
Do parto que à mãe não deu medo

De mim sempre bem trataste
Em tuas mãos cheias de amor
Com elas me preparaste
Para um futuro de bela cor
Minha irmã de mãos de magia
Delas bebi teu bom saber
Sem ti, não sei o que seria
Se a dor hoje, me aparecer

Eras a dona de toda a arte
Dos beijos de mel de bom sabor
Teu calor ficou, e nunca parte
De meu coração que sufoca de dor

Partiste mais cedo que devias
Deixaste-me só na vida prolongada
Serei o homem que tu querias
Protegido por tuas mãos de fada
de: fernando ramos

domingo, 26 de maio de 2013

226 - UMA FOLHA VAGABUNDA

UMA FOLHA VAGABUNDA
És folha vagabunda
Foi a árvore que quis assim
Dá-lhe alegria profunda
E ela sentirá saudades de ti
No vento andas à deriva
Páras aqui, e ali
Uma brisa minha amiga
Vai-te trazer até a mim
Irás ser muito feliz
No passeio de muito viver
Se foi assim que Deus quis
Deixa a árvore perceber
Vai minha folha amiga
P'ra tua viagem estonteante
A árvore se sente perdida
Dá-lhe esperança embriagante
Essa esperança a árvore terá
Se da folha ouvir falar
Sua lágrima cairá
Até a folha voltar
de: fernando Ramos

sábado, 25 de maio de 2013

225 - O TLTLÉ NA ESTRADA

O TÉLELE NA ESTRADA - rap
Pela estrada da Alegria
Aí vou eu noite e dia
Encontro o Zé Proença
Levando a telefonia

Com ele bem converso
Por causa do meu tElelé
Porque nele telefonar
Nem eu sei bem como é

Também encontro a Francelina
Que vai à praça do largo
Comprar comidinha
P´ra neta que tem a cargo

Eu tenho um télele
É bonito e toca bem
Muitos perguntam o que é
E digo que nem eu sei

E lá vou p´la estrada fora
E outros mais vou encontrando
Agora estou com a Maria Aurora
Que, com ela vou caminhando

Aquela via é tão bela
Como a estrada de Damasco
Eu nestes pensamentos
Entretanto aparece o Vasco

Da sua vida vai falando
Porque o filho está na tropa
Seus dias são um tormento
Que os passa em sofrimento

Continuo
pela estrada
Com o télele de primor
Que não há meio de tocar
P´ra ouvir o meu amor

Eu tenho um télele
É bonito e toca bem
Muitos perguntam o que é
E digo que nem eu sei

E rosas vou apanhando
P´ra dar, a ela com fervor
Que me espera no bar do Nando
Bem próximo do senhor Prior

É a mulher mais linda
Que no mundo pode existir
Rosa Maria de seu nome
Que meu coração anda a partir

Eu tenho um télele
É bonito e toca bem
Muitos perguntam o que é
E digo que nem eu sei

Esta estrada não tem fim
E flores vou apanhando
Mais amigos passam por mim
A eles vou acenando

No meio da estrada vou parar
E atender o télele
É a Rosa a telefona
Que já lá está no café

Ela, diz p´ra ir depressa
Porque chegou a irmã Vanessa
E, lá fui correndo por ali
P´ra dizer à minha irmã
Que saudades tenho de si

Ó estrada, tu não acabas
Mas eu fico por aqui
meu télele já toca
Porque o amor ligou p´ra mim

Eu tenho um télele
É bonito e toca bem
todos perguntam o que é
E digo, que nem eu sei

de: fernando Ramos
18.9.2005

224 - SAUDADES LEVA O VENTO

SAUDADES LEVA O VENTO
Saudades leva o vento
P´ra minha triste sina
Nele vai um lamento
De uma paixão perdida
Se o lamento continuar
Mais saudades terei
Meu amor me irá deixar
E seus abraços perderei
Volta vento depressa
Tira-me deste sofrer
Meu amor não regressa
Estou a entristecer
Ele é tudo para mim
E na alma persiste
Vento, não posso viver assim
Meu coração não resiste
A saudade e o lamento
Não há meio de chegar
Vou ter um novo alento
Mas não me irei matar
Isso, eu não faço
Nenhuma paixão o merece
A vida não é nenhum acaso
Só porque de amor padece
Adeus vento e saudade
Lamentos e outros tais
Hoje começa minha liberdade
Destas paixões não quero mais
Isto de amar alguém
Até pode ser uma canseira
Um dia aparece novo bem
E lá sofro da mesma maneira
de: fernando ramos

223 - AMIGO GOLFINHO

AMIGO GOLFINHO
Tenho um golfinho amigo
Ali para as águas do Sado
Andava triste e perdido
Mas um dia foi encontrado
Por Bisnau foi baptizado
E muito feliz ele ficou
Por amigos é bem amado
E por eles se apaixonou
Ele é muito brincalhão
Porque muitas partidas faz
Vocês acreditem ou não
Do que este amiguinho é capaz
Então, não é que um Pescador
Que ia na sua traineira
Naquele mar de primor
Foi levado p´ra brincadeira
Por este golfinho descarado
Que a traineira fez balançar
Deixando o pescador todo molhado
Que com ele, não se foi zangar
Ó golfinho brincalhão
Diz o pescador, ao Bisnau
Ando com as redes em mar chão
P´ra ver se apanho o carapau
E tu me deixas todo molhado
Neste mar tão salgado
O golfinho para as pazes fazer
Chamou os carapaus com rigor
Para uma bela pesca oferecer
Ao querido amigo pescador
Lá foram os dois muito contentes
Pelo Rio Sado, devagar
Levando como presente
Uma pesca de encantar
Bisnau e o Pescador,
Que no Sado, muitos os vejam
Não dêem aos golfinhos dor
Que eles a nós, nos beijam
de: fernando ramos 

222 - JOGO DA BOLA

JOGO DA BOLA
Vão por aí uns pequenos
A correr atrás da bola
Podemos saber, ao menos
Se eles andam bons da tola
Lá no estádio aplaudidos são
E correm que nem doidos
A bola também se joga à mão
Por dois guarda redes afoitos

É um espectáculo lindo
Ver os Atletas jogar
E quando o jogo está findo
O melhor é a nossa equipa ganhar

Eles dão pontapés na bola
E também na caneleira
Algumas pernas se esfolam
Porque não jogam de boa maneira
Vamos lá jogar bem
Para todos ficarmos contentes
Se o meu clube ganhar, ainda bem
É porque somos diferentes

De: fernando ramos

221 - A ROSA DA NOSSA VIDA

A ROSA DA NOSSA VIDA
De ti, recebi uma rosa
Num dia de primavera
Eu a guardo porque é nossa
E também minha quimera
Nossos sonhos p´la rosa vão
Escritos num livro de poesia
Nossas vidas são desde então
Uma bela sinfonia
Que Deus faça a rosa durar
Até ao fim das nossas vidas
Assim o livro vai ficar
Com páginas todas lidas

As pétalas da rosa são
Pedaços dos nossos desejos
Eu as guardo no coração
Como mel dos nossos beijos

Obrigado pela rosa
E p´lo acto sedutor
Eternamente ficará viçosa
Como símbolo do puro amor

De: fernando ramos

sexta-feira, 24 de maio de 2013

220 - VALÉRIA FADISTA DE RAÇA

VALÉRIA FADISTA DE RAÇA
Valéria, artista cantante
Que ao fado sempre se deu
É uma mulher cativante
Que canta só, o que é seu
Canta com muita emoção
Fados de sua alma
Escritos por sua mão
Em tempos de boa calma
Ela do povo, é
E para ele canta de amor
Sempre com muita fé
Não façam barulho por favor
E lá cantou Valéria
Um fado de muitos vestígios
O publico viu em sua aura
A mulher de muitos prodígios
Ela ama a sua gente
Na sua branda forma de estar
Para ela faz o fado convicente
P´ra depois se ouvir cantar
Valéria é de tradições,
Com sua escrita de moda antiga
Canta nos belos serões
Poesia de linda cantiga
E canta de olhos fechados,
Refrões de maior sentimento
Seus versos tão apaixonados
Com rimas de grande lamento
Alguns fados dela, por aí se cantam
em tabernas de gente feliz
E lá, todos com ela se espantam
Dos poemas que Deus lhe diz
Ela, é fadista da liberdade,
E seu cantar tão bem soa
Quando partir deixa a saudade
Lá para os lados da noite boa
É lá, e de todo o país
Para nós não é nenhuma desgraça
Cantar foi o sonho que quiz
Valéria, fadista de raça
De fernando ramos - para a Valéria
16.9.2005

219 - A SAUDADE CHEGA

A SAUDADE CHEGA
Quando a saudade bate à porta,
Meu coração é sofrimento
Mas isso pouco importa,
Ela passa a qualquer momento
E, se a saudade não passar
Serei oceano num mar de amor
Cujas ondas me levam a navegar
P´lo meu peito, que sofre na dor
Por saudade há gente que sofre
Todos os dias a toda a hora
E também há quem delas morre
Porque a saudade não vai embora
Por isso amor vem depressa
P´ra meu coração tranquilizar
É que, tenho muita pressa
E de saudade estou a desesperar
Volta rápido meu amor
Alivia-me desta triste maldade
Vivo em perfeito pavor
Porque não parte a saudade
de: fernando ramos

218 - BEIJO MOLHADO

BEIJO MOLHADO
Dei-te um beijo molhado
Em teus lábios de doçura
Dele, não disseste obrigado
Apenas fizeste censura
Fiquei preocupado
Pela tua desfaçatez
Deles havias sempre gostado
E pedias mais e mais, outra vez
Por aí, algo se passa
E eu não estou a perceber
Diz lá se é alguma graça
Ou não te está apetecer
Afinal era mesmo isso
Que estava acontecer
Voltei a ver teu sorriso
De manhã e ao anoitecer
Aí te beijo outra vez
Com a mesma doçura
E teremos a sensatez
De o guardar na loucura
E não na mágoa sofrida
Que me trás tantos desejos 
De amar-te pela vida 
Como um poema de beijos
de: fernando ramos

217 - AJUDA DO FEITICEIRO

AJUDA DO FEITICEIRO
O velho feiticeiro diz:
Que meu silêncio é de pedra
Ele acha que o cupido quis
Que não quebrasse essa regra

É que eu tinha prometido
Do amor, nem ao vento falar
Já que não tinha conseguido
A bela mulher conquistar

Este silêncio vou quebrar
Porque, por ela ando exaurido
E ao feiticeiro vou contar
Como não sou correspondido

Ele vai ter de me ajudar
Meu coração não aguenta
Eu por ela vou acabar
Mal com minha tormenta

O meu silêncio terminou
E agora grito ao mundo
Amo a mulher que me levou
Ao maior silêncio profundo

Lindas rosas lhe ofereci
Porque o feiticeiro me aconselhou
Lutei tanto que consegui
Seu amor que demorou

O mundo ficou a saber
O que o feiticeiro fez por mim
Que ele deu uma ajuda, a ela
Com pozinhos de perlimpimpim

de: fernando ramos

216 - A GÔNDOLA E O GOLFINHO


A GÔNDOLA E O GOLFINHO
Minha gôndola vai no rio
A caminho de seu mar
Eu encontro um Golfinho
E com ele quero brincar
Na gôndola vou na proa
Com o golfinho a puxar
Ela vai na onda boa
Eu já nem vou a remar
Meu golfinho meu amigo
Não precisas de puxar mais
Porque na onda vou contigo
Direitinho ao cais
Adeus meu golfinho de ouro
Minha gôndola é uma caixa
Mas para mim é um tesouro
No teu mar de maré baixa
de: fernando ramos

215 - O MUNDO DE MÃE PRETA


O MUNDO DE MÃE PRETA
No bairro há uma lixeira
E também mortos e vivos
Para as crianças é uma brincadeira
Mas seus futuros são ali perdidos
Mãe preta vive lá
Com sua família também
A lixeira ali, é coisa má
P´ra todos e para a mãe
Ela vive muito triste
No meio daquele horror
Se é que Deus existe
Acabe com esse terror
Vive ali tanta gente
Que não tem bom futuro
Não há ninguém contente
Porque ali não é seguro
A lixeira do seu país
Deve ser a pior do mundo
Toda gente é infeliz
Naquele lugar nauseabundo
Aqui é tudo gente séria
Fala mãe preta no seu juízo
Ninguém termina esta miséria
Diz no seu belo sorriso
Isto não é terra de brancos
Disse numa boa gargalhada
Também não são assim tantos
Por isso não tem esta bicharada
As flores lá nem crescem
Porque dava um jardim imundo
O que por ali florescem
São as misérias do mundo
Mãe preta gostava de mudar
Se todos assim quiserem
Mas se nada se alterar
É porque os homens querem
Se fecharem a lixeira
A Deus, todos os dias louvo
Tratem mas é de ter maneira
De dar essa alegria ao povo
Mãe preta ainda diz mais:
Os mortos nada têm a perder
Mas as crianças, e seus pais
Meu Deus não deixes aqui morrer
Vamos lá mundo louco
Acabar com esta miséria
De nós não façam mais pouco
Porque a pobreza, é coisa séria
de: fernando ramos

quinta-feira, 23 de maio de 2013

214 - GRAÇA CONCEDIDA


GRAÇA CONCEDIDA
Ai, se me deito
Se me deito
Com o homem que amo
Agradecerei a Cristo Redentor
P´la graça concedida

Ai, se me deito
Se me deito
Com ele irei pecar
E por toda a vida
Ficarei agradecida
P´la graça concedida

Mas se me deito
Se me deito
Com o homem da minha vida
Foi porque Cristo Achou
Ser uma graça merecida

Mas se me deito
Se me deito
Com o homem do meu coração
Foi porque Cristo quiz
Que me entregasse em perdição

Ó Cristo Redentor
Obrigado por tal sorte
Me terás sempre tua crente
Até à minha hora da morte
de: fernando ramos

213 - CONSCIÊNCIA E REPUTAÇÃO


CONSCIÊNCIA E REPUTAÇÃO
A tua consciência
E a tua reputação
Não é uma ciência,
Mas tua preocupação
Boa consciência se deve ter
Pró mundo não sentir dor
Nela, gente não vai morrer
E p´ra todos será melhor
A tua reputação
É algo que te preocupa
Se pensam bem de ti, ou não
Rege a tua conduta
Boa consciência e reputação
São conceitos unidos
Está na tua mão
Não andarem por aí perdidos
de: fernando ramos

212 - PELA ESTRADA FORA - RAP


PELA ESTRADA FORA - RAP
Cá vou eu p´la estrada fora
no meu velho carrinho
com a minha namorada
confortando-me de carinho

Ela diz que me adora...
mas não sei se é mentirosa
Quero lá saber disso
Da minha flor graciosa

É bom ir p´la estrada
levando a namorada ao lado
Ela engana-se nas mudanças
e brinca no bicho danado

Aí vamos nós na velha estrada
com muita pressa de chegar
Com ela irei para a cama
p´ra de amor aconchegar

Meu Deus, a miúda é boa
e é boa todos os dias
conhecia em Lisboa
num baile que até tu ias

Vou tomar uma atitude
mas o carro tenho de encostar
Ela p´ra mim vai mermurando
num bem bom de seu amar

Não há tempo de parar
porque ela a mim se agarra
Óh meu Deus estou perdido
na mudança se foi enganar
Já não sei se vou travar
ou se grito sem sentido
Ouve lá minha menina
pára lá mas é com isso
ainda tenho um acidente
se não largas o toutiço

E nesta velocidade feia
nada a está a ralar
porque vai de mão cheia
e eu louco para a papar
Bem.., não há nada a fazer
deixa-me ir mas é assim
ela está toda entretida
e sempre me entretém a mim

Mas na bomba tive de parar
não é que vá abastecer
é que o raio da miúda
Já me pôs foi a ferver
Ela faz o que eu mais gosto
e também é, ao gosto dela
assim é que está bem
p´ra mim e p´ra ela
É bom ir p´la estrada
levando a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças
e brinca no bicho danado

Continuamos pela estrada
Já muito longe de Lisboa
ela diz que me quer agora
e até acho uma ideia boa

Uma miúda assim
todos nós devíamos de ter
quando não estamos à espera
elas, o menino vão querer

Ela não está nada mansa
quer novamente festa
paro o carro, senão ele dança
e depois é ela, que me detesta

E lá teve de ser
amamo-nos mesmo ali
a miúda, eu a comer
com os outros acenarem para mim

É bom ir p´la estrada
levando a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças
e brinca no bicho danado

Não sei onde isto vai acabar
duas vezes tive de parar
se ela continua assim
ao destino tarde vou chegar
Eu quero lá saber disso
esta é a viagem que sempre quiz
ela vai estando no reboliço
e eu também muito feliz

E lá volta ela à carga
uns quilómetros à frente
ela a mim não me larga
e eu fico tão contente

Isto de amar é muito bom
quando é descarada
mesmo que não seja de bom tom
Nós queremos é marmelada

É bom ir p´la estrada
levando a namorada ao lado
ela engana-se nas mudanças
e brinca no bicho danado

de: fernando ramos

211 - PRIMEIRA VEZ


PRIMEIRA VEZ
Eu me lembro
quando ouvi teu nome
no nosso dia
p'la primeira vez

Eu me lembro
quando teu olhar
se cruzou com o meu
p'la primeira vez

Eu me lembro
quando minhas mãos
acariciaram teu rosto
p'la primeira vez

Eu me lembro
quando senti o doce sabor
de teus lábios
vendo o brilho de teus olhos
p'la primeira vez

Eu me lembro
sempre da primeira vez
é uma recordação
que não se vai esfumando no tempo
Eu me lembro
também das nossas primeiras vezes
Daqueles vezes que nos olhávamos
e sabíamos o que nosso coração ansiava

Eu me lembro
sempre da primeira vez
que me amparaste quando precisei
Agora, apenas resiste a recordação
das primeiras vezes
mais nada...

Deus quis que partisses
Acabou as primeiras vezes
meu amor
mas fica a primeira vez que te vi

de: fernando ramos